Friday, November 9, 2007
Escapadinha
Apesar de não o fazer tanto quanto gostaria, viajar é uma das coisas que mais me fazem vibrar. Por isso, mesmo quando se trata de uma escapadinha como aquela que vamos fazer este fim-de-semana, fico logo com outro estado de espírito. Vamos a Saratoga Springs, uma cidade de arquitectura vitoriana com termas e lagos e cenas dessas. Fica a norte do estado de Nova Iorque, a cerca de quatro horas de Manhattan. Vou ver se dá para ir pondo aqui umas pictures durante o fim-de-semana.
Wednesday, November 7, 2007
A greve dos «gajos que até têm jeito para escrever»
A greve dos guionistas americanos é completamente justificável. Acho que ninguém - à excepção dos grandes estúdios de cinema e televisão - é capaz de discordar que os guionistas têm direito a uma fatia dos lucros obtidos com a venda de DVD's ou com a exploração comercial dos formatos por eles escritos na internet ou em telemóveis.
Nós, os guionistas portugueses, devíamos seguir-lhes o exemplo, mas isso é uma utopia que nem o próprio Thomas More seria capaz de conceber. Não estamos organizados enquanto classe para conseguirmos avançar com uma coisa dessas e, para além disso, todos nós sabemos que, se fizéssemos greve, alguém da produção ia logo lembrar-se que tem uma amiga que tem um sobrinho que tem um colega que até tem jeito para escrever e ficava logo o problema resolvido. Éramos logo substituídos por um caramelo qualquer que até fazia o nosso trabalho por menos dinheiro porque está convencido que trabalhar em televisão o vai ajudar a conquistar miúdas.
Felizmente para mim, até não me posso queixar das pessoas com que tenho trabalhado enquanto guionista. Eu, o Dionísio e o Bruno temos uma relação honesta e até de amizade, em muitos casos, com as produções dos programas em que temos colaborado, mas isso não muda o panorama geral da situação. O guionista, em Portugal, é ainda visto como «o gajo que tem umas ideias e escreve umas coisas» e esta noção, que só não é ofensiva porque demonstra uma ignorância tão grande daquilo que é o nosso trabalho que dá mais pena do que raiva, leva a que todos pensem que podem ser guionistas. Talvez possam, mas eu digo já uma coisa a essa gente toda: quando tiverem guiões para escrever mas a coisa não esteja a sair e decidam por isso vir escrever um post no seu blogue sobre a greve dos guionistas americanos adiando por alguns minutos o stress da folha em branco, não se queixem... É só isso que eu digo.
Nós, os guionistas portugueses, devíamos seguir-lhes o exemplo, mas isso é uma utopia que nem o próprio Thomas More seria capaz de conceber. Não estamos organizados enquanto classe para conseguirmos avançar com uma coisa dessas e, para além disso, todos nós sabemos que, se fizéssemos greve, alguém da produção ia logo lembrar-se que tem uma amiga que tem um sobrinho que tem um colega que até tem jeito para escrever e ficava logo o problema resolvido. Éramos logo substituídos por um caramelo qualquer que até fazia o nosso trabalho por menos dinheiro porque está convencido que trabalhar em televisão o vai ajudar a conquistar miúdas.
Felizmente para mim, até não me posso queixar das pessoas com que tenho trabalhado enquanto guionista. Eu, o Dionísio e o Bruno temos uma relação honesta e até de amizade, em muitos casos, com as produções dos programas em que temos colaborado, mas isso não muda o panorama geral da situação. O guionista, em Portugal, é ainda visto como «o gajo que tem umas ideias e escreve umas coisas» e esta noção, que só não é ofensiva porque demonstra uma ignorância tão grande daquilo que é o nosso trabalho que dá mais pena do que raiva, leva a que todos pensem que podem ser guionistas. Talvez possam, mas eu digo já uma coisa a essa gente toda: quando tiverem guiões para escrever mas a coisa não esteja a sair e decidam por isso vir escrever um post no seu blogue sobre a greve dos guionistas americanos adiando por alguns minutos o stress da folha em branco, não se queixem... É só isso que eu digo.
Friday, November 2, 2007
Segundo é melhor que terceiro
Não é normal ficarmos nos lugares cimeiros em rankings que não tenham a ver com acidentes na estrada ou taxas de alcoolismo, e, por isso, achei digno de relevo que, numa iniciativa da National Geographic Traveler, 522 peritos tenham eleito os Açores como as segundas melhores ilhas do mundo. Não devem ter estado aí no Inverno, com certeza, mas, de qualquer maneira, é uma classificação de prestígio.
Em primeiro lugar, ficaram as Ilhas Faroé, arquipélago conhecido pelas suas vergonhosas prestações no Jogos Olímpicos e pelas cabazadas que leva no futebol. Portanto, se há uma lição a tirar disto, é que, por mais autónomos que os Açores sejam, nunca devemos cair na tentação de querer ter as nossas próprias selecções desportivas.
Em primeiro lugar, ficaram as Ilhas Faroé, arquipélago conhecido pelas suas vergonhosas prestações no Jogos Olímpicos e pelas cabazadas que leva no futebol. Portanto, se há uma lição a tirar disto, é que, por mais autónomos que os Açores sejam, nunca devemos cair na tentação de querer ter as nossas próprias selecções desportivas.
Thursday, November 1, 2007
Halloween
Desilusão: não me apareceu ontem nenhuma criança aqui em casa a dizer «trick or treat». Não tinha nada para lhes dar, é verdade, mas isso não quer dizer pescoço. Sempre queria ver que tipo de susto é que eles me iam pregar. Talvez mostrar os dentes cariados pelos rebuçados que já comeram naquele dia, ou isso.
Bom, seja como for, para mim, é a queda de um mito. Anos e anos a ver filmes sobre o Halloween para verificar agora in loco que é tudo invenção de Hollywood. A não ser que as crianças não tenham pachorra para vir a prédios de apartamentos sem elevador. Se for isso, até compreendo. Subir escadas é cansativo, principalmente se se estiver mascarado com uma armadura de cavaleiro medieval, e pode até ser perigoso se se tropeçar no lençol de fantasma quando se está a descer os degraus.
Apesar de ser mais dedicado às crianças, este dia não deixa de ser assinalado pelos mais crescidos. Por aquilo que pude perceber, o Halloween é uma oportunidade para os adultos darem asas aos seus recalcamentos sexuais mais profundos, utilizando máscaras para assumir as suas verdadeiras personalidades. Contudo, ao contrário do que acontece no Carnaval em Portugal, não vi nenhum homem vestido de mulher. Aqui, a moda parece ser as mulheres vestirem-se de prostitutas. Por mim, tudo bem. Sempre há mais para olhar nas viagens de metro.
Bom, seja como for, para mim, é a queda de um mito. Anos e anos a ver filmes sobre o Halloween para verificar agora in loco que é tudo invenção de Hollywood. A não ser que as crianças não tenham pachorra para vir a prédios de apartamentos sem elevador. Se for isso, até compreendo. Subir escadas é cansativo, principalmente se se estiver mascarado com uma armadura de cavaleiro medieval, e pode até ser perigoso se se tropeçar no lençol de fantasma quando se está a descer os degraus.
Apesar de ser mais dedicado às crianças, este dia não deixa de ser assinalado pelos mais crescidos. Por aquilo que pude perceber, o Halloween é uma oportunidade para os adultos darem asas aos seus recalcamentos sexuais mais profundos, utilizando máscaras para assumir as suas verdadeiras personalidades. Contudo, ao contrário do que acontece no Carnaval em Portugal, não vi nenhum homem vestido de mulher. Aqui, a moda parece ser as mulheres vestirem-se de prostitutas. Por mim, tudo bem. Sempre há mais para olhar nas viagens de metro.
Wednesday, October 31, 2007
Topo-os à distância
Estou a desenvolver uma extraordinária capacidade de reconhecer portugueses. Já não consigo contar pelos dedos das mãos as vezes que pensei que determinada pessoa podia ser portuguesa e, depois, é mesmo. Normalmente, tudo começa pela percepção de que os indivíduos em causa não são americanos - o que, aqui em Nova Iorque, não ajuda muito porque há gente de todo o lado. Um posterior exame visual sumário, baseado em factores como vestuário, adereços e traços étnicos, limita as possíveis opções de naturalidade a um país europeu, muito possivelmente do sul. Nesta altura, estou indeciso entre Itália, Grécia, Espanha e, porventura, França. O passo seguinte é uma análise auditiva da entoação do discurso e é incrível como, mesmo por debaixo do burburinho da multidão ou do barulho do metro, onde normalmente me dedico a esta inútil actividade, é possível distinguir as inflexões típicas da língua portuguesa. Note-se que, nesta fase, não consigo ainda distinguir palavras, ou porque estou longe, ou porque, de facto, o som ambiente abafa o emissor em análise. Contudo, e sem necessidade de descodificar o discurso, a familiar tonalidade do Português é facilmente reconhecível. A primeira vez que me apercebi disto foi ao tentar apanhar no auto-rádio uma estação minimamente aceitável na viagem de carro que fiz ao Maine. Entre centenas de estações com péssima recepção, pareceu-me ouvir alguém falar Português. A forte estática não me permitia perceber o que estava o locutor a dizer, mas sim: parecia mesmo Português. Até que, numa curva mais favorável às ondas da rádio, veio a confirmação da percepção inicial: era mesmo uma rádio portuguesa e estavam a falar do Rui Costa. Bom, mas voltando à minha técnica de reconhecimento de compatriotas no metro, nesta altura, e passado o teste de tonalidade do discurso, a probabilidade dos sujeitos da investigação serem portugueses é de quase cem por cento. Nas únicas vezes em que me enganei - poucas - eram gregos. Para elevar esta capacidade à perfeição tenho, pois, de desenvolver um método para distinguir portugueses de gregos. Talvez confiar mais no olfacto. Se cheirar a queijo feta, é grego; se, por outro lado, cheirar a tremoço, é português.
Sunday, October 28, 2007
Eu já fui assim
Não sei se vocês têm pachorra para ver os vídeos que vou colocando aqui no blogue de vez em quando, mas, de qualquer maneira, cá está mais um. Desta feita, é uma animação tipográfica construída a partir do «Let The Drummer Kick», uma música viciante dos Citizen Cope. Atenção que isto não é o videoclip da música - nem sei se este tema tem videoclip. É apenas a obra de um maluco qualquer que decidiu perder horas a fazer isto e colocar no Youtube. Admiro este tipo de pessoa que tem paciência para fazer coisas apenas porque lhes apetece. Eu já fui assim. Hoje em dia... nem por isso.
Thursday, October 25, 2007
Virus, bactérias e pernas partidas: podem vir
Tenho-me esquecido de referir que já tenho seguro de saúde. Agora sim já posso ficar doente sem correr o risco de ter de ir morar para debaixo da ponte para pagar a conta do hospital. É que, aqui, uma pessoa pensa mesmo duas vezes antes de ir ao médico se não tiver seguro. Ainda o outro dia, por exemplo, ia cortando o dedo em dois depois de amolar as minhas facas de cozinha e não fui levar pontos nem nada.*
*Mais uma vez, utilizo aqui uma hipérbole para efeitos dramáticos. É verdade que fiz um grande lanho num dedo, mas não me parece que fosse necessário cozer aquilo. Bom, talvez um pontinho. Ou dois.
*Mais uma vez, utilizo aqui uma hipérbole para efeitos dramáticos. É verdade que fiz um grande lanho num dedo, mas não me parece que fosse necessário cozer aquilo. Bom, talvez um pontinho. Ou dois.
Wednesday, October 24, 2007
Expectativas
Ontem fui ao Bronx pela primeira vez. Não fui assaltado, não levei uma facada e nem sequer assisti a um tiroteio. Na verdade, estou um pouco desiludido.
Monday, October 22, 2007
Não sou o único
Eu nem queria acreditar quando vi retratada num dos últimos episódios da versão americana do «The Office» uma fixação que tenho há anos: ficar horas a olhar para a televisão à espera que o logótipo que anda de um lado para o outro no ecrã quando o leitor de DVD está em screen saver bata mesmo em cheio num dos cantos no ecrã. Sempre pensei que fosse o único inútil a fazer isso, mas é bom saber que não estou sozinho. Cá está a prova:
Sunday, October 21, 2007
E pronto, agora é que nunca mais saio de casa
Teve de ser. Aguentei-me durante cerca de oito meses, mas não dava mais: comprei uma Playstation 3 com o resto do dinheiro que ainda tinha no Paypal por ter vendido uns logótipos online. Não é que seja um grande um designer gráfico - estou bastante longe de o ser - mas a verdade é que, com o que ganhei com isso, comprei o meu computador, paguei a minha viagem para Nova Iorque e comprei agora a Playstation.
Portanto, amigos, é só uma questão de esperar que o Pro Evolution Soccer 2008 seja lançado aqui nos Estados Unidos e estou pronto para aviar quem tiver coragem para me desafiar.
Portanto, amigos, é só uma questão de esperar que o Pro Evolution Soccer 2008 seja lançado aqui nos Estados Unidos e estou pronto para aviar quem tiver coragem para me desafiar.
Thursday, October 18, 2007
No love for the Benjamins
You know the U.S. dollar is weak when they no longer play a role in rap videos. The substitute? Euros.
What cool code name will they come up for that?
It's no longer all about the Benjamins.
p.s. Benjamins are what rappers call the $100 bill because it has the image of Benjamin Franklin - check it out here
What cool code name will they come up for that?
It's no longer all about the Benjamins.
p.s. Benjamins are what rappers call the $100 bill because it has the image of Benjamin Franklin - check it out here
Contudo, à quarta, volta a ter graça outra vez
Ok. Estava eu a pôr o ponto final no post anterior*, quando recebo um telefonema da Apple Store a dizer que afinal tinham conseguido consertar o computador na loja e que, portanto, não era preciso enviá-lo para lado nenhum. Amanhã vou buscá-lo e volta tudo ao normal.
*A expressão «exactamente quando estava a pôr o ponto final no post anterior» foi utilizada apenas para fins dramáticos. Na verdade, foram algumas horas depois. Entretanto, estive a marinar uns bifes de espadarte em salsa e tomilho para o jantar.
*A expressão «exactamente quando estava a pôr o ponto final no post anterior» foi utilizada apenas para fins dramáticos. Na verdade, foram algumas horas depois. Entretanto, estive a marinar uns bifes de espadarte em salsa e tomilho para o jantar.
E, à terceira, a coisa deixa de ter graça
Tive de ir mais uma vez à Apple Store com um problema no computador, agora com o monitor todo preto, sem dar sinais de vida (e sim: o computador estava ligado). Foi a terceira vez em menos de 8 meses e, se nas outras duas, até achei graça ao facto de ter uma avaria, desta feita o sentimento foi bem diferente. Primeiro, porque tive de ir às 11 da noite; e depois, porque não me conseguiram resolver logo o problema e, por isso, o computador tem de ser enviado para o Apple Depot, uma espécie de centro de avarias mas que, para mim, significa «estás bem fucked, agora tens de esperar duas semanas para teres isto de volta».
Não sei bem o que vou fazer sem ele. Bastou um dia para perceber o quanto estou dependente da porcaria do computador. É lá que tenho todos os meus ficheiros de trabalho, é lá que tenho toda a minha música, é lá que tenho todas as minhas bookmarks para os sites de pornografia, é lá que tenho tudo, basicamente.
A nível profissional, a coisa ainda se vai arranjar porque o Apple Genius ligou o meu computador a outro monitor e eu consegui enviar para mim próprio os ficheiros que precisava para trabalhar. Valha-nos isso porque, caso contrário, tinha de escrever de novo tudo o que fiz desde o início da semana e que ainda não enviei para o Bruno e para o Dionísio. E, já sabe: eu consigo ser brilhante uma vez, mas duas...
O outro lado menos negativo disto é que, pelo menos, não vou ter de pagar nada. Ou melhor, vou pagar apenas 50 dólares porque pedi para eles me fazerem um backup do meu disco rígido antes de enviarem o computador para o «estás bem fucked, agora tens de esperar duas semanas para teres isto de volta». Mas olha: é para eu não ser estúpido e fazer backup dos meus documentos.
Não sei bem o que vou fazer sem ele. Bastou um dia para perceber o quanto estou dependente da porcaria do computador. É lá que tenho todos os meus ficheiros de trabalho, é lá que tenho toda a minha música, é lá que tenho todas as minhas bookmarks para os sites de pornografia, é lá que tenho tudo, basicamente.
A nível profissional, a coisa ainda se vai arranjar porque o Apple Genius ligou o meu computador a outro monitor e eu consegui enviar para mim próprio os ficheiros que precisava para trabalhar. Valha-nos isso porque, caso contrário, tinha de escrever de novo tudo o que fiz desde o início da semana e que ainda não enviei para o Bruno e para o Dionísio. E, já sabe: eu consigo ser brilhante uma vez, mas duas...
O outro lado menos negativo disto é que, pelo menos, não vou ter de pagar nada. Ou melhor, vou pagar apenas 50 dólares porque pedi para eles me fazerem um backup do meu disco rígido antes de enviarem o computador para o «estás bem fucked, agora tens de esperar duas semanas para teres isto de volta». Mas olha: é para eu não ser estúpido e fazer backup dos meus documentos.
Friday, October 12, 2007
Segundo churrasco em Nova Iorque
Não é que só por ter ido ao meu segundo churrasco em Nova Iorque passe a ser especialista em churrascos em Nova Iorque, até porque, se um foi num terraço em Brooklyn com vista para Manhattan, o outro teve lugar no jardim de uma vivenda com tectos de catedral em Forrest Hills, tratando-se, pois, de eventos completamente distintos, mas a verdade é que, por aquilo que tive oportunidade de testemunhar em ambos os casos, os churrascos por aqui são concebidos e concretizados de modo incompleto, constatação esta suportada pela flagrante ausência de frango.
Um churrasco sem frango? Sim, um churrasco sem frango. Ou melhor, um barbecue, porque utilizar a palavra «churrasco» seguida da expressão «sem frango» é pecado, acho eu. E atenção que estou só a referir-me à justaposição desses três vocáculos na mesma frase, porque, se passarmos do campo das construções frásicas algo hipotéticas para o campo do concreto, efectuar, de facto, um churrasco sem frango é algo tão inconcebível que nem consta das leis fundamentais do churrasco. Um churrasco sem frango é tão absurdo como um churrasco sem cerveja estupidamente gelada, daquela que até dói nos dedos de tão gelada que está.
Bom, não me apetece agora ir mudar o título deste post, porque isso ainda dá algum trabalho - ir lá cima, pôr o curso no sítio certo, carregar no delete e isso tudo -, mas, depois do que acabei de dizer, exige-se uma correcção: afinal, desde que estou a viver aqui, ainda não fui a nenhum churrasco. Quanto muito, fui a dois barbecues.
Um churrasco sem frango? Sim, um churrasco sem frango. Ou melhor, um barbecue, porque utilizar a palavra «churrasco» seguida da expressão «sem frango» é pecado, acho eu. E atenção que estou só a referir-me à justaposição desses três vocáculos na mesma frase, porque, se passarmos do campo das construções frásicas algo hipotéticas para o campo do concreto, efectuar, de facto, um churrasco sem frango é algo tão inconcebível que nem consta das leis fundamentais do churrasco. Um churrasco sem frango é tão absurdo como um churrasco sem cerveja estupidamente gelada, daquela que até dói nos dedos de tão gelada que está.
Bom, não me apetece agora ir mudar o título deste post, porque isso ainda dá algum trabalho - ir lá cima, pôr o curso no sítio certo, carregar no delete e isso tudo -, mas, depois do que acabei de dizer, exige-se uma correcção: afinal, desde que estou a viver aqui, ainda não fui a nenhum churrasco. Quanto muito, fui a dois barbecues.
Wednesday, October 10, 2007
Novo momento do «Edição Extra»
A segunda série do «Edição Extra» só irá para o ar em Janeiro, mas já começámos a trabalhar nela e a testar novos momentos para o programa. Uma dessas experiências baseia-se numa rubrica do «Jimmy Kimmel Live», um talk-show da ABC, e consiste em censurar imagens perfeitamente inócuas de modo a simular que elas precisam de censura. Vejam e digam qualquer coisa aqui ou no blogue do «Edição Extra» para percebermos se o momento tem pernas para andar.
Saturday, October 6, 2007
Quero o mesmo que ela
A mãe e o padrasto da Jennifer estão cá este fim-de-semana e, portanto, ontem e hoje foram dias de percorrer novamente alguns dos pontos mais importantes da cidade. Muitos deles já foram referidos aqui em posts anteriores, mas, numa cidade com esta, há sempre ex-libris novos para visitar. É o caso do «Katz's Deli», um restaurante tipo delicatessen famoso por ter entrado no filme «When Harry Meets Sally», naquela cena em que a Meg Ryan simula um orgasmo à frente do Billy Crystal e depois uma senhora que está noutra mesa diz ao empregado que quer o mesmo que ela comeu.
Estava com medo que, como frequentemente acontece nestes casos, a fama do sítio fosse superior à qualidade. Todavia, a sanduíche de pastrami que pedi foi, de longe, a melhor em que alguma vez já tive oportunidade de pôr o dente. Vale a pena lá ir só por causa do raio da sande de pastrami. O resto não foi especialemente memorável, mas aquela sande... Custa 15 dólares, mas porra... é uma grande sande.
Já os não menos famosos cupcakes da «Buttercup Bake Shop» foram uma pequena desilusão.
Quer dizer, são bons, mas esperava mais de um local onde as pessoas fazem filas que dão a volta ao quarteirão só para comprar um bolinho. A dona desta pastelaria não conta mais comigo para expandir o seu império de cupcakes avaliado em 10 milhões de euros.
Não me parece que ela vá dar pela minha falta, contudo.
Estava com medo que, como frequentemente acontece nestes casos, a fama do sítio fosse superior à qualidade. Todavia, a sanduíche de pastrami que pedi foi, de longe, a melhor em que alguma vez já tive oportunidade de pôr o dente. Vale a pena lá ir só por causa do raio da sande de pastrami. O resto não foi especialemente memorável, mas aquela sande... Custa 15 dólares, mas porra... é uma grande sande.Já os não menos famosos cupcakes da «Buttercup Bake Shop» foram uma pequena desilusão.
Quer dizer, são bons, mas esperava mais de um local onde as pessoas fazem filas que dão a volta ao quarteirão só para comprar um bolinho. A dona desta pastelaria não conta mais comigo para expandir o seu império de cupcakes avaliado em 10 milhões de euros.Não me parece que ela vá dar pela minha falta, contudo.
Thursday, October 4, 2007
America's obsession
Everyone watches "Jaywalking" on Jay Leno in disbelief. How can Americans be sooooooo stupid?
Let me explain.
When we watch our news, we only hear about the United States. We hear about all the shootings, all the political craziness, all the tainted toy recalls and of course, all the celebrity bullshit.
I couldn't believe when every time I turned on the TV, all I heard about was Anna Nicole Smith. And months after her death, I still hear about her and one news channel reached the lowest depths when it showed pictures of her dead body in a hotel room.
Now, everyone has latched onto Britney Spears and will continue to suck her story dry until they push her to her psychological limits and she jumps off the tallest building in LA. As my Panamanian professor would say, "It's not science rocket" that the girl has some serious psychological problems. But instead of respecting that and giving her space so things aren't worse for her, the media documents every minute and every second of her day. Not only that, but they gleefully report on the fact that she is spiraling out of control.
With all of this celebrity drama taking up a large portion of the news, there is no time for thinking. When all we get fed is mind-numbing garbage from the big black box, are you really surprised that we don't know where Iraq is?
Let me explain.
When we watch our news, we only hear about the United States. We hear about all the shootings, all the political craziness, all the tainted toy recalls and of course, all the celebrity bullshit.
I couldn't believe when every time I turned on the TV, all I heard about was Anna Nicole Smith. And months after her death, I still hear about her and one news channel reached the lowest depths when it showed pictures of her dead body in a hotel room.
Now, everyone has latched onto Britney Spears and will continue to suck her story dry until they push her to her psychological limits and she jumps off the tallest building in LA. As my Panamanian professor would say, "It's not science rocket" that the girl has some serious psychological problems. But instead of respecting that and giving her space so things aren't worse for her, the media documents every minute and every second of her day. Not only that, but they gleefully report on the fact that she is spiraling out of control.
With all of this celebrity drama taking up a large portion of the news, there is no time for thinking. When all we get fed is mind-numbing garbage from the big black box, are you really surprised that we don't know where Iraq is?
Wednesday, October 3, 2007
Não é para turistas (ou é?)
Comprei isto:
É um livrinho de bolso chamado «Not For Tourists» e é isso mesmo: um guia turístico para pessoas que não são turistas. É claro que grande parte desta estratégia é marketing. Sei bem que eles deram esse nome ao guia para os turistas o comprarem, mas a verdade é que este livro é mesmo aquilo que eu preciso: um guia da cidade sem páginas sobre a Estátua da Liberdade, Central Park ou Empire State Building. No fundo, é um conjunto de mapas detalhados de Nova Iorque com listagens de restaurantes, cafés, livrarias, cinemas, estações dos correios e outras coisas do género em cada zona da cidade. Vai-me dar muito jeito, podem crer.
É um livrinho de bolso chamado «Not For Tourists» e é isso mesmo: um guia turístico para pessoas que não são turistas. É claro que grande parte desta estratégia é marketing. Sei bem que eles deram esse nome ao guia para os turistas o comprarem, mas a verdade é que este livro é mesmo aquilo que eu preciso: um guia da cidade sem páginas sobre a Estátua da Liberdade, Central Park ou Empire State Building. No fundo, é um conjunto de mapas detalhados de Nova Iorque com listagens de restaurantes, cafés, livrarias, cinemas, estações dos correios e outras coisas do género em cada zona da cidade. Vai-me dar muito jeito, podem crer.
Monday, October 1, 2007
Ainda não é desta que a E.A.G.L.E. voa
Foi em metade de uma folha fotocopiada, mas pelo menos dignaram-se a responder:
«Dear Writer, thank you for your inquiry. We are sorry that we cannot invite you to submit your work or offer to represent you. Moreover, we apologize that we cannot respond in a more personal manner. We wish you the best of luck elsewhere.»
Perdida a primeira batalha, agora é reformular a carta de apresentação e enviá-la a mais uns quantos agentes.
«Dear Writer, thank you for your inquiry. We are sorry that we cannot invite you to submit your work or offer to represent you. Moreover, we apologize that we cannot respond in a more personal manner. We wish you the best of luck elsewhere.»
Perdida a primeira batalha, agora é reformular a carta de apresentação e enviá-la a mais uns quantos agentes.
Subscribe to:
Posts (Atom)